Felipe Louro Figueira – Lean Manufacturing

Felipe Louro Figueira – Lean Manufacturing

O Lean Manufacturing levou vinte anos para ser totalmente implementado, mas seus resultados e sua influência nas fábricas ao redor do mundo foram tão grandes que as técnicas que o formam são aplicadas até os dias atuais. Inclusive, a grande eficiência de algumas técnicas fez com que elas fossem incorporadas também a outras metodologias desenvolvidas posteriormente.

O pensamento Lean é norteado por cinco princípios básicos, a partir dos quais se originam ferramentas/técnicas para o alcance dos resultados esperados.

Lean - Felipe Louro Figueira

Lean – Felipe Louro Figueira

Identificar o Fluxo de Valor (Map the Value Stream): trata-se da tarefa de mapear a cadeia de produção, separando os processos em processos que efetivamente geram valor, processos que não geram valor, contudo são importantes para a manutenção dos processos e da qualidade, e processos que não agregam valor e devem ser eliminados imediatamente.

 

Fluxo contínuo (Create Flow): é preciso dar “fluidez” aos processos e atividades que restaram da tarefa de identificação do fluxo de valor, contrapondo-se à ideia de produção por departamentos.

Produção Puxada (Establish Pull): de acordo com esse conceito, as empresas não mais produzem de forma indiscriminada e depois “empurram” seus produtos ao consumidor, tentando se livrar dos estoques através de descontos e promoções. Aqui o cliente é quem “puxa” a produção, ou seja, as empresas estudam o comportamento dos seus clientes e produzem em maior quantidade aquilo que é mais demandado pelo mercado, o que reduz estoques e valoriza o produto.

Busca da perfeição (Seek Perfection): a procura pelo aperfeiçoamento contínuo em direção a um estado ideal deve ser objetivo de todos envolvidos nos fluxos de valor, isto é, todos os membros da cadeia produtiva.

Em suma, descobrir o que tem valor ao cliente, enxergar como o valor flui ao longo dos processos, estabelecer um fluxo suave e contínuo para o valor, estabelecer a produção de acordo com a demanda do cliente e sempre buscar o aprimoramento, através da busca incansável pela perfeição são os principais conceitos que orientam a iniciativa Lean.

Lean - Felipe Louro Figueira

Lean – Felipe Louro Figueira

As principais ferramentas do Lean Manufacturing são:

a)        Mapeamento do fluxo de valor (Value Stream Mapping)

É o primeiro passo para uma produção enxuta. Tem por objetivo mapear como o valor e os processos estão interligados ao longo da cadeia produtiva da organização, através do mapa do fluxo de valor ou VSM (Value Stream Map).

Lean - Felipe Louro Figueira

Lean – Felipe Louro Figueira

A partir da elaboração do VSM e do entendimento do estado atual da empresa, são identificadas as perdas com atividades que não adicionam valor ao produto e os pontos de melhorias no processo. Assim, com base no mapa do estado atual, é possível elaborar o mapa da situação futura, isto é, aonde se quer chegar, e definir as ações (plano de ação) para se atingi-la.

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Lean – Felipe Louro Figueira

b)    Trabalho padronizado

Essa ferramenta está centrada no movimento e trabalho do operador e é aplicada em situações de processos repetitivos, visando à eliminação de desperdícios. Combina mão-de-obra, material, máquinas e métodos necessários para produzir de modo a eliminar o desperdício e a fabricar produtos de boa qualidade, com segurança e no menor custo possível. Trata de estabelecer procedimentos precisos para o trabalho de cada um dos operadores em um processo de produção, baseado em três elementos:

 

  • Takt time: ritmo de produção necessário para atender a demanda, ou seja, é a razão entre o tempo de produção que se tem disponível e o número de unidades a serem produzidas em função da demanda.

 

  • Sequência de trabalho: determinar a sequência em que um operador realiza suas tarefas dentro do takt time, pois fazer da mesma forma uma atividade reduz variabilidade e erros, garantindo qualidade.

 

  • Estoque padrão de processo: refere-se ao mínimo material em processo necessário para a execução de trabalho repetitivamente, sem que o efeito da diferença do tempo de ciclo de cada etapa do processo influencie o takt time e gere gargalos.

c)      Redução de Set Up

Também conhecido como Single Minute Exchange Die (SMED). Consiste na redução do tempo de set up da máquina por meio de alterações no equipamento e no procedimento de set up.

d)    Lotes reduzidos

Produzir produtos em pequenos lotes e em reduzidos tempos de fabricação.

e)       Produção celular / fluxo contínuo

Uma célula de manufatura é uma unidade de produção formada por um conjunto de equipamentos que lhe conferem autonomia na fabricação de uma família de produtos. Nas células, as máquinas são colocadas em semicírculo e a distância entre elas é mínima, a fim de facilitar a passagem das peças de uma para a outra.  O objetivo de se adotar um layout celular é a redução do desperdício, a partir dos defeitos que resultam do processamento e das trocas de produtos, e a redução do espaço ocupado.

Lean - Felipe Louro Figueira

Lean – Felipe Louro Figueira

f)        Kanban

O sistema Kanban auxilia na tarefa de “puxar” a produção. Consiste, basicamente, em cartões de sinalização como meio de transporte da informação e como forma de praticar a gestão visual, dado que eles indicam as necessidades de cada posto produtivo. O cartão pode ser substituído por outro sistema de sinalização, como luzes, caixas vazias e até locais vazios demarcados. É uma ferramenta fundamental no controle e redução do estoque.

 

Lean - Felipe Louro Figueira

Lean – Felipe Louro Figueira

g)        Kaizen (melhoria contínua)

 

Lean - Felipe Louro Figueira

Lean – Felipe Louro Figueira

A filosofia Kaizen abrange dois aspectos: um técnico e outro humano. Em relação ao aspecto técnico tem por objetivo descobrir e eliminar as atividades que não agregam valor ao produto, os chamados desperdícios existentes nas empresas, não apenas em processos produtivos já existentes, mas também nos processos ainda em fase de projeto, em manutenções de equipamentos e em processos administrativos. Quanto ao aspecto humano, a filosofia se baseia na motivação e no total envolvimento dos colaboradores da empresa com a melhoria da prática de seus processos de trabalho, buscando um aperfeiçoamento contínuo. Nessa filosofia, estão inclusas uma série de ferramentas voltadas ao controle de qualidade de produtos, controle de tempos de produção, sugestões de funcionários, atendimento ao cliente, manutenção de equipamentos, entre outras, isto é, voltadas a Qualidade Total, em um processo de sinergia entre melhoria constante na Qualidade e na Quantidade em busca de Resultado. São exemplos de ferramentas Kaizen, além do Kanban já comentado anteriormente:

 

  • 5S: cinco passos necessários para organizar a padronizar o local de trabalho, os quais em japonês começam com a letra S: Seiri, Seiton, Seison, Seiketsu e Shitsuke.

 

  • Just in Time: sistema de produção que determina que nada deve ser produzido, transportado ou comprado antes da hora exata.

 

  • Poka Yoke: técnica simples para eliminar as falhas humanas no local de trabalho, que evita que produtos defeituosos sigam na linha de produção. São utilizados normalmente dispositivos baratos que podem ser desenvolvidos no próprio chão de fábrica.

 

  • Controle da Qualidade Total (TQC) – sistema de gestão da qualidade cuja abordagem transcende o conceito de qualidade aplicada ao produto, na qual esta deixa de ser responsabilidade de um setor especializado em controle da qualidade e passa a ser função de todas as áreas da empresa.

 

  • Círculo de Controle de Qualidade (CCQ) – trata-se de grupos de funcionários, geralmente da mesma área, que se reúnem de forma voluntária para discutir possíveis melhorias de desempenho, reduzir os custos, aumentar a eficiência, reduzir a quantidade de falhas, etc. Assim, através de ideias e da interatividade humana são identificadas oportunidades de melhoria.

 

Conforme comenta Oliveira (1994) em seu livro, a Toyota sempre foi um exemplo do pensamento japonês e as empresas ao redor do mundo que não só aplicaram as ferramentas como também a filosofia Toyota obtiveram excelentes resultados.

Por: Felipe Louro Figueira

CREA-RJ: 2014109133

Felipe Louro Figueira – Planejamento Estratégico

Felipe Louro Figueira – Planejamento Estratégico

Planejamento Estrategico - Felipe Louro Figueira

Planejamento Estratégico – Felipe Louro Figueira

O que é Estratégia?

A estratégia é uma atitude ou ação de curto, médio e longo prazos. São importantes para se atingir a visão de futuro da organização. Representa a definição do caminho mais adequado a ser seguido para se alcançar a situação desejada no horizonte temporal do planejamento que a define.

 

O que é Planejamento Estratégico?

É o processo pela qual a organização define ou revisa a sua missão (razão de existir), sua visão de futuro (como pretende ser reconhecida em determinado horizonte temporal), seus valores (virtudes que devem ser preservadas, adquiridas e/ou incentivadas) e seus objetivos estratégicos (focos de atuação onde o êxito é fundamental para o cumprimento da missão e o alcance da visão de futuro). Ou seja: é o momento da formulação (planejamento) da estratégia, diz Felipe Louro Figueira.

 

O que é Gestão Estratégica?

Formulada a estratégia ela precisa ser implementada e continuamente gerenciada, surgindo daí o conceito de gestão estratégica, que pode ser definida como o conjunto de decisões que determinam o desempenho da organização no longo prazo. A gestão estratégica está diretamente relacionada aos conceitos de eficiência (“fazer bem as coisas”) e eficácia (“fazer as coisas certas”), cuja combinação resulta na efetividade da ação gerencial.

 

O que é Alinhamento Organizacional?

De nada adianta uma estratégia bem formulada e gerida no “topo” se ela não for do conhecimento das demais unidades e pessoas que integram a organização. Desse modo, alinhamento organizacional significa colocar todo o sistema organizacional na direção apontada pela estratégia, transformando-a em tarefa de todos. O termo sistema pode ser definido como um conjunto de elementos interconectados, de modo a formar um todo organizado. Desse modo, a boa integração dos elementos componentes do sistema organizacional permite que todas as unidades e pessoas estejam alinhadas e conectadas umas às outras, criando uma perfeita sinergia entre elas, o que é fundamental para a efetiva execução da estratégia organizacional.

 

O que é Sistema de Planejamento e Gestão da Estratégia?

É um conjunto de decisões e ações estratégicas que determinam o desempenho da organização, incluindo análise de ambiente, formulação, execução, controle e avaliação da estratégia. Para garantir o alinhamento organizacional, um bom sistema de planejamento e gestão da estratégia deve fundamentar-se em princípios que objetivam a identificação e a prevenção de problemas e o alcance da visão de futuro como estratégia para o desenvolvimento da organização.

Entre os sistemas existentes, destaca-se o Balanced Scorecard (BSC), utilizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como sistema de planejamento e gestão da estratégia Nacional do Poder Judiciário. No capítulo seguinte são apresentados os conceitos e princípios que norteiam esse novo sistema de gestão, assim como os elementos que o compõem.

Por: Felipe Louro Figueira

CREA-RJ: 2014109133

Felipe Louro Figueira – Postos, artigo final

Felipe Louro Figueira - Dispenser

Felipe Louro Figueira – Dispenser

 

 

 

 

 

Felipe Louro Figueira – Considerações Finais

Procurei demonstrar a grande importância que se deve atribuir aos impactos ambientais potenciais causados por postos de combustíveis, visto que apenas demonstramos algumas informações de boa importância quanto aos impactos ambientais gerados, pois estas são áreas que envolvem fatores diversificados. Foram mostradas as questões ambientais deste setor, como causa nociva ao ambiente e à população como um todo, que devem ser tratados com responsabilidade e cuidados importantes, iniciados principalmente pela fiscalização dos órgãos ambientais competentes.  Mas principalmente eu, Felipe Louro Figueira, destacaquei que a adequação ambiental em postos de revenda de combustíveis, que precisem de todas as licenças necessárias para seu funcionamento, deve partir primeiramente do dono do estabelecimento e se possível, com apoio das bandeiras. As vistorias técnicas do órgão competente, complementam, trazendo exigências que visem preservação do meio ambiente, e tudo que o cerca, mas também para evitar danos e prejuízos, com conhecimento prévio de possíveis falhas tanto da parte humana, quanto mecânico.

Referencias Bibliográficas de Felipe Louro Figueira

ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICA. NBR 13.786: Posto de serviço – Seleção dos equipamentos para sistemas para instalações subterrâneas de combustíveis. Rio de Janeiro – RJ, 2005.

ANDRADE, R. O. B.  et al.  Gestão ambiental: enfoque estratégico aplicado. São Paulo: Makron Books, 2000.

ANTUNES, P. B.,  Direito Ambiental. 6ª ed. Rio de Janeiro: Editora Lúmen Júris, 2002.

BARROS, P. E. O.;  Diagnóstico Ambiental para Postos de Abastecimento de Combustíveis – DAPAC. Tese de Mestrado, Universidade do Vale do Itajaí, Centro de Ciências Tecnológicas da Terra e do Mar – CTTMAR, 2006.

GOMES, P. L.;  et .al.; Aspectos e Impactos no descarte de óleos lubrificantes: o caso das oficinas. IV Congresso Nacional de Excelência em Gestão, Niterói – RJ, 31 de julho a 02 de agosto de 2008.

FERREIRA, A. C. S.; Contabilidade Ambiental: uma informação para o desenvolvimento sustentável. São Paulo: Atlas, 2003.

LEI Nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, regulamentada pelo Decreto nº 99.274, de 6 de julho de 1990.

LEI Nº 9478, de 6 de agosto de 1997.

LEI Nº 9847, de 26 de outubro de 1999.

LOWE, E A.; WARREN, J L; MORAN, S R; et .al.; Discovering Industrial Ecology: An Executive Briefing and Sourcebook. Columbus: Battelle Press, 1997.

MASCARENHAS, F. A. B.; A proteção Ambiental nas atividades de distribuição e revenda de combustíveis. Pensar, Fortaleza, v.9, nº9, p. 54-70, fev. 2004.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO,  Educação Profissional – Referências Curriculares Nacionais da Educação Profissional de Nível Técnico. Área Profissional de Meio Ambiente. Brasília, 2000.

www.abnt.com.br

www.crea-rj.org.br

Por: Felipe Louro Figueira (www.felipelourofigueira.com.br)
CREA-RJ: 2014109133

Felipe Louro Figueira – Os postos ecológicos

Felipe Louro Figueira – Os postos ecológicos

Os postos de combustíveis chamados “ecológicos” são aqueles que respeitam o meio ambiente e a preservação da natureza mais acentuadamente. Existem medidas que vão além das estabelecidas pelas leis federais ou até mesmo das modificações obrigatórias que as grandes marcas solicitam. São medidas de despoluição e preservação muito maior que nos postos que vemos regularmente por aí.

Segue as diferenças estruturais dos postos ecológicos e suas principais logísticas, dentre elas os dispositivos:

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Fonte: Manual Texaco de Postos de Combustível – Felipe Louro Figueira

  1. Tanques de Parede Dupla;
  2. Tubulações de Polietileno de Alta Densidade;
  3. Tubulações de Polietileno de Alta Densidade;
  4. Descarga Selada;
  5. Câmaras de Contenção de Descarga (SPILL CONTAINER);
  6. Câmaras de Contenção de Descarga (SPILL CONTAINER);
  7. Câmaras de Contenção de Tanques (SUMP);
  8. Sistema de Monitoramento de Tanque;
  9. Piso Impermeável;
  10. Canaleta de Contenção na Projeção da Cobertura;
  11. Caixa Separadora.

Os principais dispositivos de proteção ambiental são os seguintes:

- Válvula de retenção (Check-Valv) – Impede a contaminação do subsolo por combustível. Em caso de perfuração da tubulação entre o tanque do posto e a bomba abastecedora, essa válvula impede o fluxo de produto, fazendo com que o combustível retorne ao tanque.

- Câmara de contenção de descarga (Spill Container) – Evita derrames pequenos durante o reabastecimento do tanque do posto pelo caminhão-tanque.

- Válvula anti-transbordamento (Over-Fill Preventions) – É usada também na operação de recebimento de combustível. Evita o transbordamento do tanque do posto, principalmente por falha humana.

- Tanques (aço e carbono) – É o novo projeto de tanque subterrâneo para armazenagem de combustível, exigido para novos estabelecimentos, conforme o padrão internacional de segurança. Tem paredes, simples ou na maioria das vezes, duplas, mais resistentes a rupturas.

- Caixas separadoras de água e óleo – É o que faz garantir a pureza dos efluentes que escoam para a rede urbana. Equipamento desenvolvido com exclusividade para postos de abastecimento.

Além dessas inovações, os postos em geral seguem procedimentos de proteção ambiental, dentro da área de medidas de saúde e segurança. A parte do suprimento dos tanques do posto pelos caminhões-tanque envolve uma série de cuidados, como o isolamento da área por cones e corda. É mais seguro e comum adotar a descarga selada, com vedação total das conexões entre a tubulação e os tanques do caminhão e do posto.

  1. Tanques de Parede Dupla:

São tanques cilíndricos horizontais feitos de aço carbono, envolto em outro tanque de material não metálico, com um pequeno intervalo de espaço entre os dois tanques, permitindo assim que, se houver algum rompimento no tanque de aço, o produto fique contido no tanque externo, evitando o contato do produto com o solo;

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Fonte: Master – Felipe Louro Figueira

2.  Tubulações de Polietileno de Alta Densidade:

Fabricado para ter uma alta resistência e por não sofrer processo de corrosão, não permite o vazamento de produtos para o solo;

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Fonte: Manual Texaco de Postos de Combustível – Felipe Louro Figueira

3. Válvula de Retenção Junto a Bomba de Abastecimento:

A Válvula de Retenção é instalada junto à sucção de cada bomba da unidade de abastecimento (Dispenser) ou do filtro prensa. Em caso de qualquer rompimento na tubulação que liga o tanque do posto até a bomba de abastecimento ou filtro prensa, o produto escoa diretamente para o tanque, não permitindo assim contaminação do solo;

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Fonte: Manual Texaco de Postos de Combustível – Felipe Louro Figueira

4. Descarga Selada:

Evita qualquer derrame de produto durante a descarga dos caminhões-tanque para os tanques dos postos. A mangueira do caminhão-tanque é conectada diretamente no bocal do tanque do posto;

Fonte: Manual Texaco de Postos de Combustível - Felipe Louro Figueira

Fonte: Manual Texaco de Postos de Combustível – Felipe Louro Figueira

5. Câmaras de Contenção de Descarga (SPILL CONTAINER):

São caixas impermeáveis instaladas no bocal de descarga do tanque. Evitam eventuais vazamentos que possam ocorrer durante a descarga de produto para o tanque do posto;

Fonte: Manual Texaco de Postos de Combustível - Felipe Louro Figueira

Fonte: Manual Texaco de Postos de Combustível – Felipe Louro Figueira

6. Câmaras de Contenção sob as Bombas de Abastecimento (SUMP):

São caixas de contenções impermeáveis instaladas sob as bombas para conter eventuais vazamentos que possam ocorrer;

Fonte: Manual Texaco de Postos de Combustível - Felipe Louro Figueira

Fonte: Manual Texaco de Postos de Combustível – Felipe Louro Figueira

7. Câmaras de Contenção de Tanques (SUMP):

São equipamentos instalados junto à boca de visita dos tanques subterrâneos para conter eventuais vazamentos que venham a ocorrer na tubulação conectada ao tanque do posto;

Fonte: Manual Texaco de Postos de Combustível - Felipe Louro Figueira

8. Sistema de Monitoramento de Tanque:

São equipamentos instalados junto à boca de visita dos tanques subterrâneos para conter eventuais vazamentos que venham a ocorrer na tubulação conectada ao tanque do posto;

Fonte: Tecnoposto - Felipe Louro Figueira

Fonte: Tecnoposto – Felipe Louro Figueira

9. Piso Impermeável:

Toda a área de abastecimento de veículos embaixo da projeção da cobertura é construída de concreto batido, bem como sobre a área onde os tanques são instalados;

Fonte: Manual Texaco de Postos de Combustível - Felipe Louro Figueira

Fonte: Manual Texaco de Postos de Combustível – Felipe Louro Figueira

10.  Canaleta de Contenção na Projeção da Cobertura:

Canaleta impermeável para contenção de eventuais vazamentos provenientes do transbordamento dos tanques dos veículos durante o abastecimento. O seu conteúdo deve ser conduzido por tubulação até a caixa separadora;

Fonte: Manual Texaco de Postos de Combustível - Felipe Louro Figueira

Fonte: Manual Texaco de Postos de Combustível – Felipe Louro Figueira

11. Caixa Separadora:

Utilizada para separar produtos imiscíveis em água. Existem diversos modelos que os órgãos estaduais adotam como padrão;

Fonte: Cont. Ambiental - Felipe Louro Figueira

Fonte: Cont. Ambiental – Felipe Louro Figueira

Fonte: Felipe Louro Figueira

Fonte: Felipe Louro Figueira

Por: Felipe Louro Figueira

CREA-RJ: 2014103199

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Felipe Louro Figueira – Postos não ecológicos

Felipe Louro Figueira – Postos “não ecológicos”

Fonte: Felipe Louro Figueira

Fonte: Felipe Louro Figueira

Os postos revendedores de combustíveis “não ecológicos” e suas principais características

O posto não ecológico é ajudado pelos grandes revendedores de combustíveis e com isto, procuram viver em parte na legalidade, mas não necessariamente sendo um posto ecologicamente correto, que possuem diferenças importantes. Algumas características próprias para um posto de combustível “comum” são ter um ter sistema de armazenamento de combustível que tenha: tanque; câmara de calçada impermeável; válvula anti-transbordamento no tubo de descarga; conexão selada do caminhão tanque; válvula de retenção de vapor em sua extremidade na linha de respiro; bomba de abastecimento; tubulações e sistema de filtragem.

O desenvolvimento sustentável, ou seja, o exercício da atividade econômica mediante utilização racional e planejada dos recursos naturais, sem impactação ambiental, integra o cotidiano do exercício das atividades públicas e privadas. A pessoa jurídica, empuxada pela pressão e esclarecimento do mercado, quer tratamento preventivo; preocupa-se com a preservação ambiental como forma de sobrevivência das gerações futuras e deve explorá-la, com garantia de êxito, como responsabilidade social.

As estações de tratamento de uma indústria são um monumento à incompetência do engenheiro que as criou e o mesmo para certas caixas separadoras de água e óleo na  revenda de combustíveis. Afinal, preservar o meio ambiente é o projeto de vida do século XXI. O posto de combustível, para exemplificar, nos dias de hoje, encontra-se exposto à mídia a todo instante, por vários motivos conhecidos por nós. Por isso, tornou-se imperioso, para o regular exercício de nossa atividade, o aprendizado de gerenciamento ambiental. Os conhecimentos relativos à gestão ambiental devem ser estendidos aos donos e funcionários e, se possível, à comunidade circundante. Por quê? A resposta é simples: se o proprietário de um posto de combustíveis não cuidar do meio ambiente onde atua, estará comprometendo o futuro de seu próprio negócio e da população.

Por: Felipe Louro Figueira.

CREA-RJ: 2014109133

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Felipe Louro Figueira – Gestão Ambiental

Fonte: Felipe Louro Figueira

Fonte: Felipe Louro Figueira

 

Felipe Louro Figueira – Planos de Gestão Ambiental para Postos de Combustível

Toda e qualquer revenda e distribuição de combustível está ligada com atividades de produção ou exploração de petróleo (MASCARENHAS, 2004), que se encontra abaixo da superfície da terra, principalmente nas bacias sedimentares, onde se encontram meios mais porosos (reservatórios), mas também em rochas do embasamento cristalino.
Os hidrocarbonetos ocupam os espaços porosos nas rochas, sejam eles entre grãos ou fraturas, que estão envolvidas por rochas impermeáveis e que não permitem que o óleo se espalhe. (BARROS, 2006). Os derivados em uso nos postos de combustíveis mais comuns são: Gás Natural Veicular (GNV), Gasolina comum, Gasolina aditivada e Gasolina Premium, Óleo Diesel e Óleo lubrificante mineral e semi-sintético. Também está presente nos biocombustíveis como o álcool e o biodiesel. As atividades se iniciaram no Brasil em 1912, (MASCARENHAS, 2004), e a instalação da primeira bomba de gasolina foi executada no Rio de Janeiro pelas empresas Esso em 1921. (SORATO, et al., 2007).

O Decreto-Lei nº 395/1938, instituiu que todas as atividades relacionadas à importação, produção, distribuição e comércio do petróleo bruto e seus derivados com interação com o Sistema de Abastecimento de Combustíveis – SAC , que tecnicamente informa quais equipamentos são necessários ao cumprimento destas atividades. Esses equipamentos incluem o indispensável, como tubulação, tanques subterrâneos, sistemas de descarga, entre outros (MASCARENHAS, 2004). Os postos de distribuição de combustíveis, segundo a Agência Nacional de Petróleo – ANP (Portaria nº 116/00) são separados em duas categorias de comercialização: Os postos de bandeira, que é a marca comercial, que além de tudo, indica a origem dos combustíveis automotivos e demais produtos, ou postos de bandeira branca, que são revendedores independentes varejistas, na qual adquirem combustíveis de diversos fornecedores/distribuidores identificados distintamente em cada bomba abastecedora, com adesivos conforme as leis pedem.

Para Felipe Louro Figueira, esses postos de combustível armazenam diversos tipos de combustíveis em tanques que podem ser aéreos ou, na grande maioria das vezes, subterrâneos. Cada empreendimento exige uma forma diferente de instalação, normalmente decidida por aspectos ambientais, que vão desde galerias pluviais, lençóis freáticos, entre outros. Segundo o regulamento do Sistema de Armazenamento Subterrâneo de Combustíveis (SASC), alguns fatores vão delimitar os equipamentos básicos a serem instalados para atender às normas ambientais para preservar os recursos naturais diretamente relacionados ao armazenamento, quais equipamentos de proteção contra vazamentos, transbordamentos e corrosão serão obrigatórios no uso.

Atualmente, os postos não comercializam apenas combustíveis e seus derivados, mas outros valores foram agregados à seu espaço, com o fim de valorizar ainda mais a atividade. Serviços como troca de óleo, lavagem de veículos e loja de conveniência são fornecidos aos consumidores, tendo como conseqüência destas novas funções econômicas, uma complexidade ambiental maior, que gera novos resíduos sólidos, efluentes líquidos em maior escala (BARROS, 2006).

Muitos estudos mostram que com o avanço da indústria do petróleo e novas tecnologias do meio, instantaneamente fez aumentar o número de postos de combustível sem nenhum tipo de controle, que em conseqüência, faz com que os impactos também cresçam. Esses impactos, geralmente se  devem a falta de controle junto ao armazenamento dos tanques de combustíveis ou depósitos, efluentes líquidos liberados através de lava-jatos, emissão de produtos químicos, troca de óleo, resíduos de aditivos, filtros, pneus, e demais atividades. A variedade de resíduos é grande e precisam de cuidados especiais em seu destino final. Um exemplo são as embalagens plásticas contaminadas com óleo lubrificante, que são tratadas como destaque na gestão de resíduos sólidos, porque, mesmo sendo fabricadas em plástico, as embalagens contêm resíduos de óleo que dificultam e ocasionam mais custos no processo de reciclagem (OLIVEIRA et.al 2008). E, apesar da Resolução do CONAMA 313 que especifica que todo estabelecimento considerado potencialmente poluidor seja obrigado a recolher os resíduos, não há uma comprovação concreta deste recolhimento, ou existe uma forma confirmação que os resíduos são encaminhados para empresas habilitadas (GOMES et al., 2008).

1  Resíduos Sólidos

A Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT informa que, os resíduos sólidos são classificados em sua NBR-10004, de acordo com seus riscos potenciais de contaminação, indicando a forma de manuseio e destinação final corretas, que são:

  • Resíduos Classe I – perigosos;
  • Resíduos Classe II – não perigosos;
  • Resíduos Classe IIA – não inertes;
  • Resíduos Classe IIB – inertes;

Perante esta classificação, é de suma importância que o empreendimento tenha um plano de gestão de resíduos sólidos e que conheça as fontes geradoras, para que se possam estabelecer procedimentos adequados a cada um, diz Felipe Louro Figueira.

As fontes geradoras de resíduos sólidos são: Área de abastecimento de combustível (pista), área de troca de óleo (Box), área de lavagem de carro (Box), borracharia, escritório, loja de conveniência, depósitos, banheiros, caixas separadoras de água e óleo.

Na resolução CONAMA 362/2005 é citado obrigações dos geradores de óleos lubrificantes usados, no artigo 18:

I – fazer o recolhimento dos óleos lubrificantes usados ou contaminados com segurança, em local com acessibilidade para sua coleta, usando embalagens corretas e contra vazamento, como forma de não contaminar o meio ambiente;

II – evitar que o óleo lubrificante usado ou contaminado venha a ser misturado com produtos químicos, combustíveis, solventes, água e outras substancias, adotando medidas necessárias para evitar a inviabilização da reciclagem;

III – direcionar exclusivamente ao ponto de recolhimento ou coletor autorizado os óleos lubrificantes usados ou contaminados, exigindo:

a) a apresentação das autorizações emitidas pelo órgão ambiental competente e pelo órgão regulador da indústria do petróleo para a atividade de coleta;

b) a emissão do Certificado de Coleta respectivo.

IV – informar ao coletor sobre os possíveis contaminantes contidos no óleo lubrificante usado, durante o seu uso;

V – manter com o fim de fiscalização, os documentos que comprovam a compra de óleo lubrificante e os Certificados de Coleta de óleo lubrificante usado ou contaminado, por cinco anos;

VI – no caso de pessoa física, dar destino aos óleos lubrificantes usados ou contaminados não recicláveis de acordo com a orientação do produtor ou do importador (marca);

VII – no caso de pessoa jurídica, dar destinação final correta e devidamente autorizada pelo órgão ambiental competente aos óleos lubrificantes usados ou contaminados não recicláveis.

2  Resíduos Líquidos

Existe também a preocupação acerca dos resíduos líquidos ou efluentes líquidos, e não deve se minimizar perante aos danos e agravantes ao meio ambiente. Os postos revendedores de combustível fazem o uso da água em diversos setores de trabalho, como na área de lojas de conveniência (preparação de alimentos), banheiros (uso sanitário), lavagens de veículos, limpeza do piso do local de abastecimento entre outros. A conseqüência do uso da água nestas atividades é a geração de efluentes, ou seja, descarga liquida proveniente de uma ação produtiva ou de sistemas de escoamento (VALLE & LAGE, 2003).

Os efluentes líquidos provenientes dos sanitários devem ter como destino o esgoto sanitário comum, já os efluentes das lavagens de carro, da pista de abastecimento e do Box de lubrificação, precisam estar conectados a um sistema de tratamento de efluente adequado, pois são áreas que trabalham com derivados de petróleo e resíduos tóxicos, e podem estar sujeitas a vazamentos acidentais. (BARROS, 2006).

A norma NBR 13.786 (2005) da ABNT diz que empreendimentos como este devem apresentar uma ou mais caixas separadoras de água e óleo, provenientes da pista de abastecimento, áreas das lavagens, troca de óleo, pois ela tem a função de separar o óleo da água e tratá-la, servindo para serem despejadas no meio ambiente dentro dos parâmetros estabelecidos pelo órgão ambiental.

3  Licenciamento Ambiental

A Lei Federal 10.165 fala que os postos distribuidores de combustível mantêm uma atividade com alto potencial de poluição e de grande utilização de recursos naturais. Até os anos 90, empreendedores do ramo de venda varejista de combustível não precisavam de licenças ambientais para dar início às atividades e apenas tiravam uma licença na prefeitura para o início da construção, pois não havia cobrança por parte dos órgãos ambientais nesta época. (SORATO et al., 2007). Com o passar do tempo, foi se gerando preocupação e precaução, e com isso, normas ambientais específicas foram feitas para a instalação e operação destas atividades, criando a necessidade de requerer ao órgão ambiental competente o licenciamento ambiental, que foi uma forma encontrada pelos órgãos governamentais para controlar as atividades potencialmente poluidoras do meio ambiente.

A operação de venda de combustíveis é uma atividade com alto potencial de poluição e de utilização de recursos naturais grande, conforme a Lei Federal 10.165 fala. Até os anos 90, empreendedores do ramo de venda varejista de combustível não precisavam de licenças ambientais para dar início às atividades e apenas tiravam uma licença na prefeitura para o início da construção, pois não havia cobrança por parte dos órgãos ambientais nesta época. (SORATO et al., 2007). A forma mais prática criada pelos órgãos do governo para ter um controle das atividades potencialmente poluidoras, foi gerar a necessidade de requerer ao órgão ambiental competente o licenciamento ambiental, já que com o passar dos anos, a preocupação, precaução e normas ambientais especificas foram criadas para instalação e operação das atividades de revenda de combustíveis fósseis.

A resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente nº 237 cita que: “um procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental competente licencia a localização, instalação, ampliação e a operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais, consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou daquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental, considerando as disposições legais e regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso”.

A Resolução CONAMA 273/2000 é a norma ambiental que regula, em âmbito federal, o licenciamento ambiental para postos de combustível, sistemas retalhistas, posto revendedor e posto flutuante, e explica no Art. 4º, que o procedimento correto para o licenciamento destas atividades, divide-se em três etapas, Licença Prévia, de Instalação e de Operação (LP, LI e LO), e não estão diferenciadas das explicadas no Art. 8º da Resolução CONAMA 273/1997, apresentadas como: Art. 4º. O órgão ambiental competente exigirá as seguintes licenças ambientais:

I – Licença Prévia/LP: É concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento, dando aprovação na sua localização e layout, confirmando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condições a serem atendidas nas próximas fases de implantação;

II – Licença de Instalação/LI: É a licença que autoriza a instalação do empreendimento com as especificações gerais dos planos, programas e projetos aprovados, incluindo medidas de controle ambiental e demais condições da qual constituem motivo determinante;

III – Licença de Operação/LO: É a licença que autoriza a operação da atividade, após a verificação do cumprimento do que consta das licenças anteriores, com as medidas de controle ambiental e suas condições determinadas para operação.

Para uma adequação correta e lógica quanto a estes empreendimentos, faz-se necessário estabelecer uma convenção legislativa para se manter a ordem civil.

Por: Felipe Louro Figueira

CREA-RJ: 2014102199

Felipe Louro Figueira – Desenvolvimento Sust.

Felipe Louro Figueira – O que é Desenvolvimento Sustentável?

Fonte: Felipe Louro Figueira

Fonte: Felipe Louro Figueira

 

 

Desenvolvimento sustentável é um conceito sistêmico que se traduz num modelo de desenvolvimento global que incorpora os aspectos de desenvolvimento ambiental. É o desenvolvimento que procura satisfazer as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades. Isto é, significa possibilitar que as pessoas, agora e no futuro, atinjam um nível satisfatório de desenvolvimento social e econômico e de realização humana e cultural, fazendo, ao mesmo tempo, um uso razoável dos recursos da terra e preservando as espécies e os habitats naturais.

O termo desenvolvimento sustentável foi utilizado pela primeira vez, em 1983, por ocasião da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pela ONU. Presidida pela então primeira-ministra da Noruega, Gro Harlem Brudtland, essa comissão propôs que o desenvolvimento econômico fosse integrado à questão ambiental, estabelecendo-se, assim, o conceito de “desenvolvimento sustentável”.

Os trabalhos foram concluídos em 1987, com a apresentação de um diagnóstico dos problemas globais ambientais, conhecido como “Relatório Brundtland”. Na Eco-92 (Rio-92), essa nova forma de desenvolvimento foi amplamente difundida e aceita, e o termo ganhou força. Nessa reunião, foram assinados a Agenda 21 e um conjunto amplo de documentos e tratados cobrindo biodiversidade, clima, florestas, desertificação e o acesso e uso dos recursos naturais do planeta.

O que significa

Desenvolvimento sustentável significa:

“Atender às necessidades da atual geração, sem comprometer a capacidade das futuras gerações em prover suas próprias demandas.”

Isso quer dizer: usar os recursos naturais com respeito ao próximo e ao meio ambiente. Preservar os bens naturais e à dignidade humana. É o desenvolvimento que não esgota os recursos, conciliando crescimento econômico e preservação da natureza.

Confunde-se muito desenvolvimento com crescimento econômico e são coisas distintas.

Por: Felipe Louro Figueira.

CREA-RJ: 2014109133

Felipe Louro Figueira – Sustentabilidade

Felipe Louro Figueira – O que é Sustentabilidade?

Fonte: Felipe Louro Figueira

Fonte: Felipe Louro Figueira

 

A sustentabilidade engloba questões sociais, econômicas e políticas. Seguindo esta linha, MONTIBELLER (p.4, 1999) diz que “desenvolver é melhorar as condições de vida do homem. E quando a esta idéia geral se acrescenta a preocupação com a preservação ambiental, chega-se ao conceito de desenvolvimento sustentável”. Esse conceito está correlacionado com o da responsabilidade social das organizações. A idéia de “sustentável” ganha forma de vantagem competitiva, e isso gerou o crescimento de alguns mercados, principalmente o da energia, com o surgimento das energias renováveis. Para cada um dos diversos caminhos sociais da conjuntura sustentável, existem perspectivas que devem ser seguidas pelos ramos da sociedade. As instituições governamentais reservam-se no importante papel de planejamento e execução política, criação de normas, decretos, leis, multas, entre outras. À comunidade e à sociedade fica a responsabilidade de identificar, executar e fiscalizar o processo sistêmico e às organizações cabe agir de forma a minimizar e recuperar os estragos já realizados e prevenir futuros impactos (SCHENINI, 1999). Uma consciência sustentável, por parte das organizações, pode significar uma vantagem competitiva, se for encarada para integrar uma estratégia única da organização, e não como algo que concorre à parte, com a estratégia da organização, apenas como parte da política de imagem ou de comunicação.

1.Sustentabilidade Ambiental

A sustentabilidade ambiental consiste na defesa e manutenção das funções e componentes do ecossistema. Ela trabalha com a capacidade que o ambiente natural tem de manter as condições de vida para as pessoas e para os outros seres vivos, levando em consideração os locais, a beleza do ambiente e a sua função como fonte de energias renováveis.

 

2.Sustentabilidade Econômica

A sustentabilidade econômica é um grupo de medidas e políticas que visam a junção de conceitos ambientais e sociais. São adicionados aos conceitos tradicionais econômicos parâmetros ambientais e socioeconômicos, criando assim uma interligação entre os vários setores.Sendo assim, o lucro não é somente medido na sua parte financeira, mas também na parte ambiental e social, o que gera uma melhoria no uso das matérias primas e dos recursos humanos. Há ainda a junção da gestão mais eficiente dos recursos naturais, de forma a garantir uma exploração sustentável, ou seja, a sua exploração sem colocar em causa o seu esgotamento, sendo introduzidos elementos como nível baixo de poluição, acrescentando aos elementos naturais um valor econômico.

3. Sustentabilidade Sócio-Política

A sustentabilidade sócio-política foca no equilíbrio social, nas vertentes do desenvolvimento social e socioeconômico. Pretende desenvolver o tecido social nos seus componentes humanos e culturais, sendo um veículo de humanização da economia. Existe uma série de compromissos concretos que, se cumpridos nos prazos fixados, segundo os indicadores quantitativos que os acompanham, deverão melhorar o destino da humanidade neste século. Os governos devem não economizar esforços para libertar os homens, mulheres e crianças das condições abjetas e desumanas da pobreza extrema, tentando reduzir os níveis de pobreza, iliteracia e promovendo o bem estar social.

Por: Felipe Louro Figueira.

CREA-RJ: 2014109133

Felipe Louro Figueira – Ecologia Industrial

Felipe Louro Figueira – Ecologia Industrial

Fonte: Felipe Louro Figueira

Fonte: Felipe Louro Figueira

 

Segundo Lowe (1997), a ecologia industrial é tanto um contexto para ação quanto um campo de pesquisa. É um sistema baseado numa estrutura dinâmica que usa a atividade humana como base de sustentação, tendo em consideração os seguintes aspectos:

  • Minimizar o uso da energia e uso de materiais;
  • Assegurar a qualidade de vida aceitável para as pessoas;
  • Minimizar o impacto ecológico das atividades humanas para níveis naturais que o sistema pode sustentar;
  • Manter a viabilidade econômica dos sistemas para indústria, comércio e serviços.

A ecologia industrial está presente nos postos de distribuição de combustíveis, principalmente se analisarmos cinco itens específicos:

  1. Sistemas industriais são sistemas vivos que operam em sistemas ativos;
  2. Ecologia industrial abre novas oportunidades para negócios;
  3. Ecologia industrial abre novas oportunidades para o governo;
  4. Estratégias para criação e implementação da ecologia industrial estão em aumento;
  5. Métodos e ferramentas estão disponíveis para aplicação da ecologia industrial.

A contribuição da ecologia industrial definitiva está movendo a visão de indústria, de mecanismo linear, para um sistema de loop fechado, se assemelhando a um ecossistema natural. São dependentes sobre os impactos dos ecossistemas locais e regionais, utilização de materiais e sua retirada do meio ambiente, impactos sobre a atmosfera, design, manutenção, operação, regulamentação e consumo ao seu redor (LOWE, 1997).

A ecologia industrial é uma ramificação das ciências ecológicas que busca prevenir a poluição, promover a reciclagem e a reutilização de resíduos, o uso eficiente dos recursos e insumos para a produção, assim como estender a vida dos produtos industriais.

A ecologia industrial considera o sistema produtivo como um subsistema da biosfera, isto é, uma organização particular de fluxos de matéria, energia e informação. Parte-se do princípio de que é possível organizar todo o fluxo de matéria e de energia que circula no sistema industrial de maneira a torná-lo um circuito quase inteiramente fechado.

Por: Felipe Louro Figueira

CREA-RJ: 2014109133

Felipe Louro Figueira – Impactos dos postos

Felipe Louro Figueira – Impactos causados por postos de combustível

Fonte: Felipe Louro Figueira

Fonte: Felipe Louro Figueira

A importância dos potenciais impactos ambientais causados por postos de distribuição de combustíveis envolvem diversos fatores. Foram mostradas as questões ambientais deste setor, como uma causa nociva ao ambiente e à população, se não tratados com responsabilidade, com cuidado e preocupações, iniciados primeiramente pelos donos e principalmente pela fiscalização dos órgãos ambientais competentes.

Hoje, toda e qualquer adequação ambiental em postos de combustíveis que precisem de algum tipo de licença para seu funcionamento, deve partir através da vistoria técnica do órgão competente, trazendo uma grande exigência que vise a preservação do meio ambiente, para se evitar danos e prejuízos. Tendo o conhecimento de possíveis falhas, tanto de cunho humano, quanto mecânico, relacionados ao meio ambiente e ao caráter social, é estar cumprindo com funções integradas que irão refletir nas ações dos empreendimentos (FERREIRA, 2003).

 

1.1  Desafio

O nível de consumo de recursos e degradação do meio ambiente envolvido em nosso sistema econômico industrial é um dos maiores desafios encarados no mundo no século 21. Esse desafio é composto pelo rápido crescimento das várias economias emergentes (LOWE, 1997).

1.2  Visão

Conhecendo os desafios para guiar a evolução do sistema industrial propostos, uma visão é requerida:

  • A indústria trabalha dentro dos limites de capacidade regional e local, mantendo uma margem de precaução para erro;
  • A indústria reflete princípios ecológicos e biológicos no design e operação das atividades;
  • Uso de materiais reprocessados através da economia para um nível otimizado, abordando um sistema de loop fechado;
  • Parte da fonte de energia renovável e solar;
  • Uso de materiais renováveis para o balanceamento na produção, em combinação com demais materiais;
  • Eficiência e produtividade em um balanço dinâmico com estabilidade, assegurando uma capacidade contínua de se adaptar a mudanças;
  • Melhoramento da qualidade ao redor do local.

Por: Felipe Louro Figueira

CREA-RJ: 2014109133